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Fabricantes vão reusar pneus descartados no Paraná15/08/2013

Durante o encontro do R20, os pneus foram apontados por eles entre os resíduos de descarte sustentável mais difícil. Lâmpadas, vidros e restos de construção civil também estão na lista. Como a coleta e descarte desses materiais não é atribuição legal dos municípios, eles se acumulam nas cidades. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010) determina que é responsabilidade do fabricante o recolhimento e reaproveitamento dos produtos pós-consumo colocados por ele no mercado.
 
“O R20 tem apresentado os problemas e a indústria, sugerido soluções. Estamos auxiliando os fabricantes nas ações de responsabilidade pós-consumo. Os projetos estão sendo construídos a várias mãos. Afinal, o papel do Estado não é apenas de cobrar o setor produtivo, mas de ajudá-lo”, destaca o coordenador de resíduos sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Laerty Dudas.
 
Estiveram representadas na reunião desta quarta-feira (14) a Associação Brasileira de Reforma de Pneus (ABR), Associação das Empresas Reformadoras de Pneus de São Paulo (Aresp), Reciclanip, Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha (Sindibor), Sumitomo Rubber do Brasil, Tortuga Produtos de Borracha, Total Cap Recapadora de Pneus, Xibiu Comércio e Reciclagem de Pneus, Continental do Brasil Produtos, Ecija Comércio, Importação e Exportação de Manufaturados, Abezen e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
 
PROJETOS - O coordenador de Desenvolvimento da Fiep, Marcelo Alves, explica o andamento dos projetos de responsabilidade pós-consumo no setor de pneumáticos. “Atendendo a uma solicitação da Secretaria do Meio Ambiente, convocamos os fabricantes de pneus para construírem o plano de logística reversa, que hoje é um dos mais bem-sucedidos do Paraná. A meta agora é garantir que ele atenda todo o setor, além de projetar ações futuras para que este trabalho realmente seja completo”.
 
As ações de responsabilidade pós-consumo dos pneus é coordenada pela Reciclanip, entidade formada pelos maiores fabricantes de pneus, que recolheram juntos 100 milhões de pneus desde 1999. “Nosso principal objetivo é prolongar a vida útil do pneu para diminuirmos a quantidade de produto descartado”, explica o gerente da Reciclanip, Cesar Faccio. O Paraná tem 90 pontos de coleta onde são recolhidas em média 4 mil toneladas de pneus por mês, o equivalente a aproximadamente 80 mil pneus.
 
A Reciclanip, formada pela Bridgestone, Goodyear, Michelin, Pirelli e Continental , anunciou durante a reunião que a partir de agora tem uma nova integrante: a japonesa Sumitomo, primeira indústria pneumática a se instalar no Paraná. Por ser formada por multinacionais, a Reciclanip atua em vários países. Os trabalhos da entidade nas cidades brasileiras são exemplo: o Brasil é o segundo país que mais reforma pneus no mundo - perde apenas da Alemanha.
SUSTENTABILIDADE - Além de garantir o reaproveitamento do produto, a reforma dos pneus diminui a quantidade de lixo e gera economia. “Costumamos dizer que o pneu tem três vidas, pois pode ser reformado até duas vezes. Depois, ainda é reaproveitado, pois é entregue triturado como matéria-prima à indústria cimenteira. Nada se perde”, destaca Roberto de Oliveira, presidente da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus.
“Além disso, tem a vantagem econômica. A indústria usa em média 79 litros de petróleo para fabricar um pneu. Na sua reforma, são gastos apenas 29 litros. Com o reaproveitamento, o setor de transportes brasileiro economiza R$ 7 bilhões por ano”, completa Oliveira.
 
A maior quantidade de pneus reformados no Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que juntas são responsáveis pela reforma de 62% dos pneus. No Sul, o Paraná é o líder.
 
OUTROS PRODUTOS – Durante reunião desta terça-feira (13), o R20 também ouviu propostas da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abir), do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Abilumi (Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação) e Abilux (Associação Brasileira da indústria de Iluminação).
 
Revista Bem Público - Curitiba/PR - SUSTENTABILIDADE 

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